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Qui Ago 18, 2011 8:20 am por mimi


agradeço por me aceitar como mais um participante desta comunidade e gosto muito fazer amigos e conhecer culturas diferentes da minha e sempre aberto pra novas amizades e desde de ja agradeço a todos

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O que o AsiaGeneration?

Sab Jan 01, 2011 1:15 am por asiageneration

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Asiageneration alterou os seus conteúdos

Sex Dez 31, 2010 12:47 am por Sakura

Informamos que a Asiageneration. Alterou os seus conteúdos

Esta mudança reflecte apenas um reposicionamento do fórum quanto às marcas criadas a partir dele (Asiageneration / Mixkids/ animeplaneta2006) que costumávamos utilizar para explorar os nossos conteúdos audiovisuais, nos canais de internet, juntando-as numa só entidade visual.

Assim, todos os produtos passam a designar-se, a partir …

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Cultura Japonesa

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Cultura Japonesa

Mensagem por kerochan em Seg Dez 24, 2007 3:17 am

Os homens da lei no Japão!

Diferente do que vemos em muitos desenhos japoneses, o Japão é considerado o país mais seguro do mundo, com um dos índices de criminalidade mais baixo do mundo. Andando pela cidade é possível encontrar muitos postos da polícia, que mais parece uma cabine telefónica. Quem assiste aos animês e que observa com atenção o cenário, com certeza deve ter percebido; agora quem é fã de Live Action deve ter notado, em muitos capítulos, aquele policial perdido que sai de sua cabine todo desesperado para enfrentar um monstro estranho, sem qualquer tipo de arma.

Estes policiais que ficam nas cabines, são chamados pelos moradores da região de Omawarissan, uma maneira carinhosa de se chamar um policial. A função destes policiais não é só defender a população contra o crime, mas ajudar da maneira que puder, dando informações sobre a localização de alguma loja, auxiliando crianças e idosos a atravessar a rua ou simplesmente ajudando na recuperação de objectos perdidos.

Normalmente nas grandes cidades japonesas os policiais não usam viaturas, e sim simples bicicletas ou motos, o que possibilita que o policial chegue ao seu destino mais rapidamente, não perdendo tempo no trânsito. Essa iniciativa japonesa tem tudo para dar certo aqui no Brasil e já começou o tratamento e funcionamento de tropas de polícia especiais que vão andar exclusivamente de bicicleta.

Outra curiosidade sobre o policial japonês é que ele não usa nenhum tipo de arma de fogo, mas sim um par de tonfas, um tipo de cacetete, que é muito útil na defesa pessoal e na imobilização de algum indivíduo perigoso. A tonfa é inclusive considerada uma arma em muitos estilos de artes marciais, inclusive uma arma ninja.
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Re: Cultura Japonesa

Mensagem por kerochan em Seg Dez 24, 2007 3:23 am

Foi inaugurado na presença de mais de oito mil monges budistas

Oito mil monges budistas e muitos fiéis marcaram presença na inauguração do maior pagode da China. O monumento religioso tem 13 andares e mais de 150 metros de altura.


SIC

Rezam os antigos manuscritos budistas que onde há um templo tem de existir um pagode. Em Changzhou só o templo de Tianning sobreviveu a guerra entre dinastias chinesas.

O antigo monumento foi destruído e desde então que a população pede um novo pagode para prestar homenagem a Buda.

Agora, séculos depois, mais de oito mil monges e fiéis festejaram a construção do edifício.

Os pilares do pagode são forrados a ouro e o telhado é revestido com bronze, enquanto a estrutura principal é feita de madeira maciça.

Tanta riqueza custa caro. Foi o equivalente a 9,5 milhões de euros financiados por donativos e várias empresas privadas.

Com 153 metros de altura este será o maior pagode da China e é já considerado um dos monumentos mais imponentes do mundo.
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Re: Cultura Japonesa

Mensagem por Pretty Sammy em Qua Jan 02, 2008 6:24 am

No princípio, existia apenas uma masa ocêanica viscosa. Desta emergiram um substância semelhante ao junco, que se tornou uma divindade, e ao mesmo tempo, duas outras criaturas divinas, um macho e uma fêmea. Não se sabe grande coisa acerca desta trindade primordial; mas diz-se que, da "alta planície do céu" onde moravam, foram produzindo gerações e gerações de deuses e deusas até que, a certa altura, surgiram as divindades Izanagi e Izanami, nomes que querem dizer, respectivamente, "macho que convida" e "fêmea que convida".

Izanagi e Izanami desceram do céu para o caos oceânico, caminhando sobre um arco-íris, segundo a maioria das versões, como se fora uma ponte. Chegados ao oceano primordial, Izanagi mergulhou nele a sua lança. Ao levantá-la, as gotas que caíram da ponta solidificaram-se, formando assim a ilha de Ono-koro, "a que seca sozinha".

Apesar de Izanagi e Izanami serem irmãos, casaram-se na ilha de Ono-koro. Aprenderam a arte de amar através da observação de duas alvéolas e ainda hoje estes pássaros aparecem associados ao casal. Nem mesmo o deus dos espantalhos consegue assustar as alvéolas, a recompensa pelo bem que fizeram.

Entre a prole de Izanagi e Izanami contam-se acidentes geográficos, as outras ilhas japonesas, quedas d'água e montanhas, árvores, ervas e o vento. Foi o vento que completou a criação do Japão, pois, dispersando densas névoas que tudo cobriam, revelou pela primeira vez as ilhas japonesas no seu conjunto. O primeiro filho dos dois deuses morreu ainda no ventre da mãe e esta criatura, que se parecia com uma anêmona do mar, foi evidentemente colocada no fundo do oceano.

Todos os outros filhos sobreviveram. O último a nascer, depois de todas as ilhas japonesas terem sido criadas e povoadas, causou a morte da mãe, tratava-se do deus do fogo. Pouco depois de o ter dado à luz, Izanami adoeceu com febres altíssimas que a consumiam e que, finalmente, acabaram por matá-la. Izanami desceu então aos infernos, Yomi, a "terra da escuridão" onde, apesar dos seus protestos, Izanagi a seguiu. Izanami, para castigar o marido de a ter perseguido, escorraçou-o, ajudada por espíritos femininos horríveis, mas Izanagi conseguiu fugir para o mundo dos vivos. À saída de Yomi, Izanami gritou-lhe que, em vingança, despovoaria o mundo matando mil pessoas por dia, Izanagi replicou-lhe que, por cada mil pessoas que morressem, mil e quinhentas seriam criadas.

Neste mito, o casal divino estabelece o modelo da natureza para todos os tempos e cria, pelo seu "divórcio", a vida e a morte. Izanagi, de fato, manteve a sua palavra e depois de uma purificação ritual que fez desaparecer as consequências da sua descida aos infernos, deu origem à deusa do Sol, ao deus da Lua e a Susanoo, o deus das tempestades, todo os três oriundos, segundo uma das versões, respectivamente dos olhos e do nariz de Izanagi.

Conta uma lenda escrita no mais antigo livro do Japão o Kojiki, que no princípio do mundo o céu e a terra separaram-se e entre eles surgiu o 'Takama-no Hara' (Terra dos Deuses), e ali nasceram diversas divindades que passaram a habitar o território sagrado.

A terra ainda não estava solidificada mais parecia-se a um pantanal de lodo, onde cresciam arbustos e ervas daninhas. E em meio a tudo isso, nasceram outros deuses e entre eles o casal 'Izanagui e Izanami', criadores do arquipélago japonês.

Certo dia, Amatsugami (Deus do Céu) deu a 'Izanagui' uma arma enfeitada e confiou-lhe a tarefa de criar o Japão. Então, 'Izanagui' e sua esposa 'Izanami' dirigiram-se para a 'Ponte do Céu' e no meio dela pararam para observar a terra viscosa lá em baixo.

Logo Izanagui esticou o braço e enfiou sua arma sagrada dentro da lama remexendo-a. Quando retirou a arma caíram algumas gotas de lama da ponta, que logo cristalizaram-se em sal e por sua vez transformaram-se em uma ilha.

Vendo a ilha que acabaram de criar, 'Izanagui' e sua esposa 'Izanami' atravessaram a 'Ponte do Céu' e desceram aqui para a terra, onde fizeram um acordo entre si para criar novas ilhas, dando assim origem ao arquipélago japonês.
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Re: Cultura Japonesa

Mensagem por Pretty Sammy em Qua Jan 02, 2008 6:30 am

Kimigayo - O Hino Japonês

As letras do Kimigayo pertencem a um antigo poema Waka (poesia de 31 sílabas do século X) e era uma celebração da longevidade de idosos e autoridades. Originalmente foi composto da seguinte forma:

Waka ga kimi wa Chiyo ni yachiyo ni Sazare ishi no Iwao to Nari te Koke no musu made

No Período Heian (905 d.C) a canção foi publicada no sétimo volume do Kokinwakashu, primeiro livro de canções japonesas. Em 1013 d.C a canção sofreu pequenas mudanças em seu primeiro parágrafo, tendo tais mudanças publicadas pela primeira vez no livro de canções Wakanroeishu, e ficou assim:

Kimiga yo wa Chiyo ni yachiyo ni Sazare ishi no Iwao to Nari te Koke no musu made

Durante o Período Meiji o hino tornou-se uma música de louvor ao Imperador, na época imperadores eram considerados como deuses, descendentes dos mais poderosos seres do universo. A música dessa letra foi composta em 1870, quando o Japão realmente julgou necessário a criação de um hino; logo depois, durante seis anos a canção foi abolida e substituída, voltando novamente em 1893 quando finalmente foi decretada como o hino nacional japonês. Depois da Segunda Guerra Mundial aconteceram algumas tentativas frustradas de substituir o hino, alegando que o mesmo não era democrático. Mas hoje em dia, o Kimigayo é considerado um hino de louvor ao Japão.

Kimi ga yo wa, Chiyo ni yachiyo ni
Sazare ishi no, Iwao to nari te
Koke no musu made.

"Que a monarquia do Imperador dure
por milhares e milhares de gerações,
Até que o pedregulho se torne um rochedo
E os musgos venham a cobri-lo."
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Re: Cultura Japonesa

Mensagem por Pretty Sammy em Qua Jan 02, 2008 6:37 am

Origens:
A origem do nome samurai vem do verbo 'saburau' (servir, seguir o senhor). Segundo o professor Rizo Takeuchi em sua obra "Nihon Shoki" (crônicas do Japão), um dos livros mais antigos do país datado de 720 d.C. existem referências de samurais como "saburai-bito" (pessoa que serve o patrão). No início do período Heian (794-1192) , designava-se por 'saburai' aquele que servisse o palácio da imperatriz, das concubinas do soberano ou príncipes regentes da corte. Nessa época já havia uma hierarquia dentro do palácio para com os 'saburais' , que encaixavam-se acima dos criados e outros servidores comuns.
Mas, o saburai ainda não exercia funções militares, sendo assim era apenas um serviçal comum que não pertencia a nenhuma classe casta e nem era considerado funcionário militar ou do governo. Não existiam na corte funcionários encarregados de tarefas civis ou militares, ou seja, civis podiam ocupar cargos de comando militar e vice-versa.
As raízes do samurai, ou indo mais a fundo, de seu espírito, podem ser encontradas segundo os historiadores , em épocas bem mais remotas. Entre os objetos encontrados nos famosos túmulos (kofun), datados entre o século IV , são comuns encontrar armas e outros aparatos de guerra dos mais variados tipos : espadas, lanças, escudos, armaduras, capacetes, flechas e arcos.
Isso mostra que existiam guerreiros fortemente armados e prontos para a luta, mesmo antes do aparecimento de registros históricos do país, como o 'kanji' (escrita chinesa, só introduzida no século VI no arquipélago nipônico). Nos primeiros séculos da era cristã, foi formando-se o estado Yamato, resultante de muitas lutas e derramamento de sangue entre os grupos tribais e clãs.

Os samurais e as primeiras batalhas:
A partir do século XI, com as freqüentes rivalidades entre os governadores das provinciais de um lado e os proprietários locais de 'shôen' e 'myôshu' de outro; os proprietários residentes nas suas próprias terras, buscaram apoio dos grandes fidalgos da cidade, os Fujiwara, que tinham o poder de nomear e demitir governadores.
Os 'shôen' procuraram e obtiveram o direito de recusa da interferência oficial em seus assuntos administrativos e fiscais; mas, essa autonomia dependia de cargos dos altos funcionários (aristocratas) e do próprio governo central, o que constituía uma grave contradição do sistema.
Tudo isso só resolveu-se com o fortalecimento do caráter autônomo dos administradores de 'shôen' e também dos 'myôshu', que foram subindo em importância e tornaran-se aos poucos os efetivos organizadores, mentores da produção de 'shôen' e líderes dos lavradores. Não demorou muito e tornaram-se samurais, embora ainda por por muito tempo mantiveram-se no cultivo da terra. Verificou-se um desenvolvimento do poder econômico e político dos administradores de 'shôen' e 'Myôshu'.
Os mais poderosos organizaram milícias e travaram grandes lutas junto aos governos provinciais ou até entre si mesmo, apenas com a finalidade de conseguirem terras ou influências. Transformando-se em samurais fortaleceram a união de seu clã, ensinando os lavradores por eles liderados os 'myôshu' e outros a se armar e também a preparar-se militarmente , organizando-se ao lado do pessoal de seu clã 'ie-no-ko'.
Esses elementos no comando de suas forças, evoluíram inicialmente para senhores de uma área mais ou menos limitada, depois para uma ampla região quando eram bem sucedidos em suas disputas e os samurais surgiram não somente do 'shôen' e outras terras particulares, como também dos territórios administrados por governadores provinciais. Isso se deveu a grande autonomia dos 'shôen', que fugiam ao controle oficial.
As terras públicas restantes transformaram-se numa espécie de 'shôen', embora tivessem como seu proprietário legal o governo central. Isto foi mais um exemplo da deterioração do regime 'Ritsuryô', o governador da província não tinha mais o poder de chefe executivo, ficava então reduzido à condição de um simples administrador local de terras públicas chamadas 'kokugaryô' (domínios do governador), que assumiam características de 'shôen', quando o governador as administrava como se fossem suas próprias terras.
Havia também os governadores que assumiam os cargos na capital, mas não se dirigiam à província. Aproveitavam para si as receitas provenientes de terras que pertenciam ao poder central. O trabalho efetivo de administrar o território da província ficava entregue à funcionários nascidos de famílias importantes ou nobres locais da cidade que , sem ter como progredir no centro (onde mandava de maneira absoluta o clã de Fujiwara), aceitaram cargos administrativos no interior.
As funções desses substitutos dos governadores era substancialmente igual às dos administradores de 'shôen'. Seus cargos eram hereditários, e esses transformavam-se em proprietários das terras confiadas à sua administração e militarizavam-se. Com isso, então, acabam se tornando senhores autônomos que não mais obedeceram o poder central.
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Re: Cultura Japonesa

Mensagem por Pretty Sammy em Qua Jan 02, 2008 6:39 am

Características de um samurai:
O samurai tinha como característica peculiar gritar o seu nome frente a um adversário e antes do início de uma luta, o samurai declamava em tom de desafio as seguintes palavras:
"Sou Yoshikyo do clã Minamoto, neto de Tomokyo, antigo vice-governador da província de Musashi e filho de Yorikyo, que distinguiu-se em vários combates nos territórios setentrionais. Eu sou de pequeno mérito pessoal, não me importa sair vivo ou morto deste embate . Assim desafio um de vocês para testar o poder de minha espada".
Estes pronunciamentos, deixando de lado seu tom estereotipado, de fanfarronice e falsa modéstia constituíam boa prova do bravo orgulho do samurai pela sua linhagem e 'background' familiar. "Na verdade o samurai lutava mais pela sua família e sua perpetuação do que por ele próprio".

O samurai estava pronto para morrer na batalha se necessário , na certeza de que sua família se beneficiaria das recompensas resultantes do seu sacrifício. Mesmo no início dos tempos o código de conduta do samurai parecia exagerar o sentido do orgulho pessoal e de 'memboku' ou 'mentsu' ("face", traduzido do japonês , que significa honra , dignidade), que muitas vezes manifestava-se em atitudes de arrogância exagerada ou fanfarronice, por parte de um samurai.
Tal comportamento era considerado natural e até psicologicamente necessário à atitude e ideologia do guerreiro. Mas, com tudo, o exagerado orgulho do samurai, não raro, fazia-o agir de maneira totalmente irracional. Um típico exemplo dessa atitude ocorreu na Guerra dos Três Anos Posteriores: numa das batalhas, um jovem de nome Kagemasa de apenas 16 anos de idade, recebeu uma flechada no olho esquerdo, com a flecha ainda cravada vista avançou sobre o inimigo e matou-o.
Um companheiro de batalha chamado Tametsugu, tentou ajudá-lo; para retirar a flecha colocou a sandália do pé no rosto do jovem samurai caído. Indignadíssimo, Kagemasa ergueu-se e declarou que embora como samurai estivesse preparado para morrer com uma flechada, nunca enquanto vivo , permitiria que um homem pusesse o pé na sua cara. E depois de proclamar essas palavras quase matou o bem intencionado Tametsugu.

Harikari:
Um aspecto do código do samurai, que fascinava e intrigava o estrangeiro, consistia na obrigação e dever que um samurai tinha de praticar o 'harakiri' ou 'sepukku' (evisceração), em determinadas circunstâncias.
De acordo com alguns registros o primeiro samurai a praticar o 'harakiri' teria sido Tametomo Minamoto em 1170 d.C., após perder uma batalha no leste. Samurai lendário pertencente ao clã Minamoto, Tametomo era conhecido por sua descomunal força e valor individual nos combates.
Participou das famosas lutas do incidente (na prática, golpe de estado) de Hogen (1156 d.C.) , quando membros das famílias Taira e Minamoto misturaram-se com partidários da nobreza em luta na capital Heian. No incidente de Hogen evidenciou-se que o poder efetivo, já estava nas mãos poderosas dos samurais e não nas fracas mãos dos aristocratas da corte.
Nesse incidente houve apenas uma luta entre os partidários do imperador Goshirakawa e do ex-imperador Sutoku, e apenas nesse combate travado nas ruas de Heian, os partidários do 'tennô' venceram as forças do 'in' ( ex-imperador).
Existe uma outra versão segundo a qual Tametomo teria ido até as ilhas 'Ryukyu' em Okinawa, no extremo sul do arquipélago, onde, desposando a filha de um chefe local, fundou uma dinastia. Mas, a morte de Tametomo provavelmente ocorreu em 1170 d.C. , após uma derrota ; realizou-se então o 'sepukku', sendo assim efetuado o primeiro 'harakiri' registrado na história dos samurais. Vários motivos podem levar um samurai a cometer o 'harakiri': 01- A fim de admoestar seu senhor. 02- Por ato considerado indigno ou criminoso, ao exemplo, uma traição. 03- Evitar a captura em campos de batalha, já que para um samurai constitui uma imensa desonra ficar prisioneiro do inimigo e também porque é considerado uma política errada; os prisioneiros na maioria das vezes são maltratados e torturados.
O samurai tem grande desprezo por aquele que rende-se ao adversário. Por isso o código (não escrito) de honra de um samurai exige que ele se mate antes de cair prisioneiro em mãos inimigas.
Como leal servidor, o samurai sente-se na responsabilidade de chamar a atenção de seu amo pelas faltas e erros por ele apresentados. Se por fim, o samurai falhar (o conselho franco ou pedido direto), o samurai-vassalo recorre ao extremo meio de sacrificar sua vida, a fim de fazer seu senhor voltar ao bom caminho.
Dentre muitos exemplos históricos, existe o de um samurai subordinado que imolou-se para chamar a atenção de seu suserano; isso aconteceu na vida de Nobunaga Oda, um dos mais brilhantes generais da época das guerras feudo nipônicas.
Nobunaga Oda era violento e indisciplinado quando jovem, ninguém conseguia corrigi-lo. Um samurai-vassalo, que servia à família Oda por muito tempo, praticou o 'sepukku' de advertência. Conta-se que, diante desse incrível sacrifício do devotado servidor, Nobunaga mudou de conduta, assumindo responsabilidades de chefe do clã e marchando para sucessivas vitórias.

Criança samurai:
Os filhos de samurais recebiam desde cedo uma educação apropriada à classe guerreira, que resumia-se em duas ordens de aprendizado: 01- Escrita chinesa e conhecimentos de clássicos japoneses e chineses. 02- Manejo de armas a partir dos 5 anos de idade; aprendendo a lidar com pequenos arcos e flechas, feitos a partir de finos pedaços de bambu, atirando contra alvos ou caças como veados e lebres, tudo sob orientação paterna. Treinavam também equitação, indispensável para um bom guerreiro.
O samurai considerava como ponto de honra e regra geral, ele próprio educar os filhos (com a indispensável cooperação da esposa), empenhando-se no sentido de incluir nas suas almas os princípios de piedade filial, lealdade e devoção ao senhor, coragem e autodisciplina que os tornassem, por sua vez samurais dignos de levar o nome.
A criança ingressava com a idade de 10 anos num mosteiro budista, onde permanecia durante 4 ou 5 anos, recebendo uma educação rigorosa e intensiva.
De manhã, lia-se o sutra e depois treinava-se caligrafia até o meio-dia. Após o almoço, o aluno ia às aulas de matérias gerais, seguidas de exercícios físicos. E finalmente, a noite normalmente era reservada para a poesia e música, os samurais apreciavam em particular a shakuhachi ou fue (flauta de bambu), como instrumento masculino.

Casamento samurai:
Como regra geral o casamento era arranjado pelos pais, com o consentimento silencioso dos jovens. Mas, também não se descartava a hipótese dos próprios jovens arrumarem seus pretendentes. Na maioria dos casos segundo os velhos costumes, as preliminares eram confiadas a um (uma) intermediário(a).
Nas famílias dos samurais, a monogamia tornou-se regra, mas no caso de esterilidade da mulher, o marido tinha o direito de possuir uma "segunda esposa" (como na aristocracia), pertencente à mesma classe ou de casta inferior.
Mas depois no século XV, esse costume acabou-se, no caso do casal não ter filhos e assim sendo não possuir herdeiros, recorria-se ao processo de 'yôshi' (adoção) de um parente ou de um genro.
Como norma geral o casamento constituía assunto estritamente familiar e se realizava dentro dos limites de uma mesma classe.
Com tudo, os interesses políticos às vezes rompiam as barreiras dos laços familiares, transformando o matrimônio em assunto de estado.
Na aristocracia existiu um famoso ocorrido, o caso da família Fujiwara que a fim de manter a hegemonia da família nas altas posições junto à corte: casou suas filhas com herdeiros do trono e outros membros da família imperial.
De modo semelhante, chefes de clãs samurais promoviam políticas de alianças por meio de casamento, dando suas filhas em matrimônio a senhores vizinhos ou outras pessoas influentes.

A esposa de um samurai:
Na classe samurai, mesmo não tendo uma autoridade absoluta, a mulher ocupava uma posição importante na família. Quase sempre dispunha de um controle total das finanças familiares, comandando os criados e cuidando da educação dos filhos e filhas (sob orientação do marido).
Comandavam também a cozinha e a costura de todos os membros da família. Tinham a importante missão de incutir na mente das crianças (meninos e meninas), os ideais da classe samurai que eram: não ter medo diante da morte; piedade filial; obediência e lealdade absoluta ao senhor; e também os princípios fundamentais do budismo e confucionismo.
Com todas essas responsabilidades, a vida de esposa de um samurai não era nada invejável. Com muita freqüência, o samurai estava ausente prestando serviço militar ao seu senhor; e em tempo de guerra o samurai às vezes era forçado a defender seu lar, pois conforme os reveses da batalha poderiam virar alvo de ataques inimigos.
Nessas ocasiões de perigo para a família, não era difícil a mulher combater ao lado do marido, usando de preferência a 'narigada' (alabarda), arma que aprendiam a manejar desde cedo.
Mesmo não tendo o refinamento das damas da nobreza, pela qual os samurais nutriam certo desprezo, a mulher samurai possuía conhecimentos dos clássicos chineses e sabia compor versos na língua de Yamato, ou seja, no japonês puro, usando 'kana'.
As crônicas de guerra, como o 'Azuma Kagami', contam-nos que esposas de samurais lutavam na defesa de seus lares, empunhando alabarda, atirando com arco ou até acompanhando seus maridos nos campos de batalha. Essas mulheres demonstravam muita coragem ao enfrentarem o perigo sem medo.
Sem perder a feminilidade essas esposas, cuidavam de sua aparência vestiam-se com esmero; gostavam de manter a pele clara, usando batom e pintando os dentes de preto (tingir os dentes de preto era hábito de toda mulher casada), arrancavam a sobrancelha e cuidavam com muito carinho dos longos cabelos escuros.

Justiça samurai:
Todo homem e toda mulher eram considerados responsáveis pelos seus atos, primeiramente em relação à sua família. Um chefe de família tinha o direito de impor castigo sobre sua família e servidores, não podendo, contudo aplicá-lo em público.
O samurai obedecia na aplicação da justiça aos preceitos estabelecidos pelo Kamakura Bakufu, sobretudo contidos no Joei Shikimoku e no Einin-Tokusei-rei (1297 d.C.), ou seja, a lei da Benevolência ou ato de Graça da Era Einin.
Quando um samurai cometia um grave delito no início dos tempos do regime feudal, não havia pena de morte, então o samurai cometia voluntariamente o 'sepukku'; mas já no século XVII, formalizou-se a pena de morte por meio do 'harakiri'.
Após essas épocas o samurai era geralmente punido por meio do exílio a uma província longínqua, o que equivalia a transferir seus direitos e propriedades a um herdeiro. Ou ainda confiscar a metade de suas terras, ou bani-lo para fora de seu domínio, isso no caso de adultério. Os samurais não tinham direito de apelação, dependendo do julgamento e pena a que fossem submetidos.

A alimentação de um samurai:
No início do período Kamakura, os samurais, tanto de alta como de baixa categoria, constituíam uma classe humilde que geralmente não conheciam os bons hábitos e maneiras refinadas da corte. Os samurais alimentavam-se da mesma maneira que os lavradores e estavam acostumados a uma vida vegetariana, espartana.
Alguns episódios, referentes a refeições de samurais da época, são bastante convincentes ao retratar a frugalidade dos seus hábitos alimentícios; conta-se por exemplo, que num banquete de ano novo oferecido pelo importante membro da família Chiba, ao 'shogun' Yorimoto Minamoto, do clã dos Minamoto, o cardápio consistia apenas em um prato de arroz cozido acompanhado de saquê.
Essa pobreza, aos poucos vai mudando e com o passar dos tempos à vida de um samurai vai ficando mais confortável. Contudo era muito raro, os samurais comerem arroz polido, que era reservado apenas para os dias de festa. Os samurais mais pobres não conseguiam ter o arroz à mesa todos os dias, tal como a maioria dos camponeses.
Viviam principalmente de cevada, painço comum (milho miúdo) ou vermelho, e às vezes de uma mistura de arroz e cevada. A partir de 1382, após um longo período de estiagem, a fim de substituir outros cereais, os samurais começaram a desenvolver o cultivo da soba (trigo sarraceno) que então passou a suplementar o painço e a cevada na dieta da população mais pobre.
Os samurais também caçavam e conservavam a carne da caça para o alimento: salgando-a ou secando-a, para sua melhor conservação.
Animais como o urso, 'tanuki' (texugo japonês), veado, lebre, etc, forneciam proteínas aos samurais, que comiam ainda diversos legumes e cogumelos. gostavam de mochi (bolo de arroz), sembei (bolacha de arroz), yakimochi (mochi assado), chimaki (bolinho de arroz enrolado em folha de bambu), etc. Peixes de água salgada ou doce, algas, frutos do mar, entravam igualmente no cardápio dos samurais.
Até os tempos de Kamakura, a alimentação do samurai em batalha apresentava-se menos variada. A única recompensa por ele recebida, era o arroz e o principal problema consistia em como cozinhar o cereal, pois, o arroz cozido deteriorava-se rapidamente, principalmente no verão, o fato é que os samurais não levavam panela para a guerra.
Um dos meios mais simples de cozinhar arroz consistia em embrulhar os grãos num pano após lavados em água corrente e enterra-los no chão. Sobre o mesmo chão acendia-se uma fogueira ou em último caso, o guerreiro comia o arroz cru; muitas vezes o samurai assava o arroz embrulhando-o em folhas ou tubos de bambu.
O alimento dos exércitos de samurais, em épocas mais recentes consistia normalmente de arroz cozido numa panela, bonito, seco e rapado, várias espécies de peixe seco e salgado, alga marinha e às vezes legumes secos, miso (pasta salgada de feijão), 'umeboshi' (ameixa posta em salmoura e seca), era muito apreciada pelos guerreiros, principalmente no verão, porque fornecia sal e possuía algum valor terapêutico.
Do século XIV em diante, o arroz tornou-se o principal alimento dos samurais e lavradores e se reconheceu que a dieta diária de um homem deveria ter cinco 'gô' (cerca de 900 gramas) desse cereal descascado
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Re: Cultura Japonesa

Mensagem por Pretty Sammy em Qua Jan 02, 2008 6:47 am

Xintoísmo:
O xintoísmo tem sua origem em antigas tradições nativas. Pode ser definido como um aglomerado de culto à natureza, culto tribal, culto a herói e veneração ao imperador.. Um templo xintoísta comum de domicílio de uma divindade guardiã ou tutelar de aldeia, cidade ou prefeitura. Acredita-se que o grande Templo de Ise (Ise Jingu), onde se cultua Amaterasu Omikami ou a Deusa Sol-fundadora da Casa Imperial, protege a nação japonesa como o faz um grande número de templos com vínculos com um determinado imperador.
O mito da origem da nação relata que, em tempos pré-históricos, o governo Imperial tomou a força de uma teocracia. A crença de que o imperador era divino, foi mantida durante muitos séculos. Esta crença foi reforçada pelo governo Meiji que, em 1868, restaurou o poder do imperador, estabeleceu um departamento de assuntos de Templo e nacionalizou o xintoísmo de templo transformando-o no que veio a ser conhecido como xintoísmo de estado.
Alguns defensores do xintoísmo, todavia, desejavam propagá-lo como religião e preferiram deixar de nacionalizar seus grupos. Subseqüentemente, o governo colocou-os no mesmo nível das outras religiões e classificou-os como xintoístas da seita. Treze dessas seitas eram reconhecidas ao fim do século XIX.
A partir do fim da segunda grande guerra mundial, esta cifra tornou-se dez vezes maior em conseqüências de cisma e do aparecimento de novas seitas.

Budismo:
O budismo chegou ao Japão procedente da Índia depois de ter passado pela China e Coréia, em 538 d.C. Ganhou o patrocínio imperial graças aos esforços do príncipe Shotoku, regente de 593 a 628 d.C. Sob sua liderança, o templo Horyuji foi construído como centro de saber. Subseqüentemente, as Seis Escolas do budismo acadêmico; Sanron, Hosso, Hojutsu, Kusha, Ritsu, Keron prosperaram em Nara e a Grande Estátua de Buda, em Nara, foi construída para simbolizar a autoridade do governo imperial.
A chegada das seitas budistas Tendai e Shingon, no século IX, marcou a abertura de uma nova era. Estas seitas esotéricas serviram aos aristocratas da corte e contribuíram para o crescimento das belas artes. Elas também ajudaram a facilitar a fusão do budismo ao xintoísmo.
O período Kamakura (1192-1333), uma era de austeridade e artes marciais, testemunhou a ascensão das seitas budistas da Terra Pura, Verdadeira Terra Pura, do Zen e do Nichiren. Ao contrário dos fundadores das seitas das eras anteriores, os fundadores das seitas Kamakura puseram mais ênfase na experiência que no saber. Estes homens e seus discípulos introduziram no budismo agricultores, pescadores, guerreiros, comerciantes e artesãos.
Durante o período Tokugawa (1603-1867), os templos budistas foram utilizados como órgãos de registro nacional e o budismo perdeu muito de sua vitalidade em meio à segurança material que o controle governamental oferecia. No século que se seguiu à Restauração de Meiji, os líderes budistas, gradativamente, concientizaram-se de que os tradicionalmente aceitos textos chineses haviam transformado substancialmente os ensinamentos originais de Gautama, o que , por sua vez, estimulou a pesquisa no budismo original através de textos em sânscrito e pali. Este esforço, todavia, não conseguiu reformar o enraizado sectarismo.
Com o fim da segunda grande Guerra Mundial, gradativamente surgiram poderosos movimentos inovadores. Ao contrário das organizações tradicionais, eles salientam o budismo dos leigos e exercem tanto atividades políticas como sociais. Exemplos típicos desses movimentos são Sokagakkai e a Rissho Kosei-kai.

Cristianismo:
O cristianismo foi introduzido no Japão, pela primeira vez , em 1549, pelo missionário jesuíta, São Francisco Xavier. Era uma época de disputa e comoção internas e a nova religião foi bem recebida por aqueles que buscavam novos símbolos espirituais bem como por aqueles que esperavam entrar em contato com a cultura, as armas de fogo e o comércio do Ocidente. Todavia, com a unificação da nação no fim do século XVI, aqueles que asseguraram a hegemonia sobre a nação suprimiram todo o potencial de maior mudança e, suspeitando dos desígnios territoriais das nações ocidentais bem como temendo que o cristianismo tivesse um efeito desagregador sobre a ordem estabelecida, decidiram banir a nova religião.
Na metade do século XIX o Japão foi forçado pelas potências Ocidentais a por fim ao seu autoimposto isolamento e a tolerar o cristianismo em nome da liberdade religiosa. Missionários católicos da França e missionários protestantes dos Estados Unidos trouxeram de volta às praias japonesas o Evangelho cristão.
As igrejas de hoje não são desprovidas do sectarismo e do denominalismo de suas irmãs do Ocidente. Mas a unidade acima e além das fronteiras sectárias tem caracterizado as principais igrejas protestantes no Japão. Também, a ligação entre as igrejas protestantes e católicas há muito tempo tem sido mantida. As igrejas cristãs no Japão não são mais "igrejas de missionários" de vez que a maioria delas é auto-suficiente e desenvolveu características próprias.
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Re: Cultura Japonesa

Mensagem por Pretty Sammy em Qua Jan 02, 2008 6:51 am

Miyamoto Musashi

Saiba mais sobre a vida desse lendário samurai

Shimen Musashi No Kami Fujiwara No Genshin nasceu em 1584, em Minasaka, e ficou conhecido como Miyamoto Musashi, que viria a ser o samurai mais famoso de todos os tempos. Pouco se sabe sobre a infância de Musashi. Fontes afirmam que ficou órfão cedo, sendo supostamente criado por um tio, que era monge.

Sabe-se que seu pai, Shimen Munisai, era um mestre no uso da Jitte, uma arma utilizada para desarmar a espada. Muitos acreditam que foi de seu pai que Musashi recebeu as primeiras lições no caminho da espada.

Desde criança mostrava que tinha habilidades além do normal, além de um físico bem desenvolvido. Seu primeiro duelo foi aos treze anos, quando derrotou Arima Kihei, do estilo Shinto Ryu. Kihei já era adulto, e tinha grande destreza com a espada e com a lança. Mesmo assim, não foi páreo para o jovem Musashi, que após derrubá-lo, impediu que se levantasse, golpeando sua cabeça com um boken.

Aos dezesseis anos, partiu em uma peregrinação guerreira, que visava aumentar sua habilidade como espadachim e sua compreensão do mundo.

Musashi teria participado da histórica batalha de Sekigahara, a batalha derradeira na reunificação do Japão feudal, que deu a Tokugawa Ieasu o título de Shogun, o governante militar.

Aos 21 anos, Musashi foi para Kyoto, onde se confrontou com a família Yoshioka detentora de uma grande academia, que contava com muitos alunos e admiradores na região.

Após derrotar Yoshioka Seijuro e Yoshioka Dechinjiro, filhos de Yoshioka Kempo, os seguidores de Yoshioka Kempo organizaram uma batalha entre Musashi e o filho de Yoshioka Seijuro, um garoto de 12 anos. Ficou combinado que devido a pouca idade do adversário, o garoto teria a ajuda de alunos e familiares dos Yoshioka.

No duelo, Musashi surpreendeu a todos, matando o garoto e fugindo vitorioso, levando consigo a vida de todos os inimigos que entraram em seu caminho. A fama de Musashi se espalhou pelo país, sempre ligada a feitos incríveis.

No mesmo ano dos duelos com os Yoshioka, Musashi esteve no templo Hozoin, famoso por possuir um estilo de luta com lanças muito eficiente. Musashi lutou com o patriarca do estilo, e após vencê-lo duas vezes, tornou-se seu amigo, permanecendo no templo por algum tempo, treinando com monges.

O duelo mais controverso de Musashi ocorreu contra Muso Gonosuke, com quem Musashi confronta duas vezes. Na primeira, Gonosuke, utilizou uma longa espada e foi derrotado por Musashi. Após a derrota, Gonosuke se isolou e desenvolveu uma nova técnica, utilizando o Jo, um bastão de madeira. Em um novo duelo, Gonosuke teria vencido Musashi, embora nenhum deles tenha jamais admitido a vitória, talvez em virtude da grande amizade que surgiu entre os dois guerreiros. O estilo criado por Muso Gonosuke faz parte do currículo de Jojutsu.

Em 1612 Musashi enfrentou seu maior adversário, Sasaki Kojiro. O duelo ocorreu na ilha Funashima. Musashi usou uma estratégia nada ortodoxa. Chegou horas atrasado, fazendo com que seu adversário perdesse sua paciência e energia esperando-o. Enquanto Kojiro usou uma espada longa, Musashi lutou usando uma espada de madeira feita com um remo, que encontrou no caminho. Musashi venceu a luta golpeando Kojiro na cabeça. Conta-se que o golpe de Kojiro passou tão perto de Musashi que até cortou a faixa que ele usava para prender os cabelos.

Durante o cerco ao castelo de Osaka, em 1614 e 1615, não está claro de qual lado Musashi lutou, do lado de Tokugawa, o Shogun, ou de Hideori, o herdeiro de Hideoshi, o antigo Shogun. Pesquisas recentes mostram que ele possivelmente lutou ao lado de Hideori, o derrotado, mas talvez nunca se descubra ao certo qual exército contou com a ajuda de Musashi.

Aos 50 anos, Musashi conta ter compreendido o caminho da estratégia completamente. Nos anos finais de sua vida, Musashi se dedicou à pintura e à poesia. Ele compreendeu que "quando se atinge o caminho da estratégia, não haverá mais nada que não se possa compreender, e se verá o caminho em tudo".

No final de sua vida tornou-se vassalo do clã Hosokawa, vivendo no castelo Kumamoto. Dois anos antes de morrer, Musashi se isolou na caverna Reigando. Lá escreveu o Go Rin No Sho, o Livro Dos Cinco Círculos, onde compilou seus conhecimentos nas arte das espada e da estratégia. Esta obra é até hoje usada por executivos de grandes empresas no Japão para traçar estratégias de mercado e ética nos negócios. Seu estilo foi chamado de Niten Ichi Ryu.
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Re: Cultura Japonesa

Mensagem por Pretty Sammy em Qua Jan 02, 2008 6:55 am

Inkan

Para você que já teve a oportunidade de ver algum desenho original japonês ou alguma obra de arte japonesa em algum museu, com certeza notou que ao invés da assinatura do artista, tem um pequeno carimbo, normalmente redondo, com tinta avermelhada no canto direito da pintura. Este carimbo é o inkan, que também é comumente chamado de hanko.

Qualquer pessoa no Japão tem um inkan e ele é usado para substituir a assinatura e normalmente traz o nome da família. As pessoas que trabalham e tem obrigações, normalmente têm mais de um Inkan, sendo que um deles é muito especial. Este inkan especial é chamado de jitsu-in. Para se fazer este carimbo temos que passar por uma série de burocracias, para que no final o carimbo seja registrado oficialmente na prefeitura.

Ele deve ser utilizado quando vamos fazer coisas importantes, como comprar um carro ou uma casa, retirar ou depositar dinheiro em um banco, entrar em uma faculdade... Este carimbo só é feito sobre encomenda por artesões especializados e são caros, já que não pode haver um carimbo igual ao outro, afinal serve como uma assinatura, por isso a importância do registro na prefeitura. Ele segue padrões de tamanho, material de que é feito e formato. Qualquer um pode ter um jitsu-in, até mesmo os estrangeiros. Para quem sonha em fazer faculdade no Japão, um carimbo destes é pré-requisito para ingressar na faculdade. Quer fazer um? Então vá até um consulado japonês e se informe.

Mas você não usa o jitsu-in a todo momento. Para o dia-a-dia, usamos um outro tipo de inkan, o mitome-in ou sanmon-ban. Este carimbo é bem comum, normalmente usado para aprovar memorando ou outros documentos com menos importância. Este carimbo pode ser comparado ao visto que os professores dão em prova ou em trabalhos escolares ou o visto que seus pais têm que dar em bilhetes de escola ou quando fazemos uma carta para um amigo assinamos com este carimbo. Como ele é muito comum, pode ser encontrado em qualquer papelaria, é bem em conta.
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Re: Cultura Japonesa

Mensagem por Pretty Sammy em Qua Jan 02, 2008 6:58 am

Geishas

A palavra geisha significa artista; as primeiras geishas surgiram no continente nipônico, no final do período 'Edo' (século XVII). As geishas são mulheres educadas para entreter de diversas maneiras a um homem: sabem dança japonesa, tocam algum instrumento musical, cantam e atuam, além de terem etiqueta e serem extremamente femininas, etc.
As mulheres geishas também possuem uma forte ligação com o teatro 'kabuki'; essa ligação remete a origem de ambos no período do feudalismo 'Edo'. Por essa razão existem inúmeros festivais teatrais pelo Japão realizados todos os anos, nos quais as geishas: dançam, cantam e atuam entre si.

Geishas e as casas de chá:
A rotina de uma geisha é marcada pela sua atividade em algumas casas de chá, nesses estabelecimentos com seus espetáculos e mimos elas entretêm os fregueses. Sendo totalmente artístico o seu papel, as geishas são da mais alta estima na sociedade nipônica.
Diferentes motivos levam a uma jovem a escolher o caminho de geisha, mas entre esses motivos, a inclinação para o mundo das artes tem um forte apelo.
Mas, apesar do seu trabalho em 'casas de chá' e ambientes noturnos as geishas não são prostitutas, não se deitam com um homem por dinheiro. As mulheres, são denominadas 'yujo', e possuem outro comportamento totalmente diferente ao das geishas. As geishas podem ser subdivididas em dois grupos: 'Shiro-geishas': que entretêm e atuam para os clientes. E 'Kido-geishas': que tocam instrumentos musicais e cantam.
Elas sempre tiveram um alto conceito social; no século XIX, as geishas eram consideradas musas sagradas, mulheres leais, de boa reputação e enorme generosidade. No conturbado 'período Meiji', as geishas protegiam seus amantes perseguidos pelo sistema político.

O clã das geishas:
Em seu relacionamento mútuo, as geishas tratam-se entre si com grau de parentesco, que designa a sua hierarquia. Mas não se trata de uma relação apenas profissional, é uma tradição, na qual as mães, denominadas 'Osakaw' são as mulheres responsáveis pelas 'casas de chá'.
As geishas trabalham nestes recintos, são consideradas filhas de 'Osakaw', e vivem como irmãs mais velhas e mais novas entre elas. O termo irmã mais nova, na sociedade geisha significa que a jovem é uma iniciante, e tem irmãs mais velhas, que já estão a mais tempo como geishas e como sendo mais experientes; essas irmãs mais velhas cuidam do aprendizado e deveres das mais novas.
O ritual que celebra a união entre uma irmã mais nova e outra mais velha, na sociedade geisha, é o mesmo ritual das cerimônias de casamento, o 'Sansan-kudo', que tem por finalidade, ligar as pessoas entre si.
Entre as geishas o sansan-kudo, consiste em compartilhar um copo de saque mutuamente, depois a irmã mais velha fica responsável pela tradição, ou seja, de ensinar a elegância e comportamento corretos de uma geisha para sua nova irmã.
Estabelecendo-se assim uma forte relação entre ambas na qual a irmã mais velha além de ensinar, também é amiga e irmã.

Geishas contemporâneas:
Desde as décadas de 20 e 30, com a forte influência do ocidente sobre a cultura japonesa, as geishas têm tentado adaptar-se a esse novo estilo. Mas, isso não foi aceito de bom grado pelos homens japoneses, que consideram essa mudança como uma perda de fascínio e tradição por parte das geishas.
Atualmente as geishas vêm diminuindo pouco a pouco na sociedade japonesa, os costumes da vida contemporânea e a atual posição da mulher na sociedade moderna, contribuíram muito para isso. E no Japão existe um ditado que diz: "A cultura tradicional desaparece, a medida que as geishas somem".
Esperemos que essas belas e doces mulheres símbolos do companheirismo e da verdadeira alma feminina, não desapareçam por completo. Pois, seria uma perda irremediável não só para o Japão mais também para o mundo.
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Re: Cultura Japonesa

Mensagem por Pretty Sammy em Qua Jan 02, 2008 7:03 am

História do Japão

O Japão é um país de cultura única, sua história até hoje é cheia de mistérios e segredos, isso devido a seu “isolamento” de outras nações asiáticas — a divisão por eras foi feita para facilitar o bom entendimento de sua história. No decorrer das descrições, vamos perceber que o país é marcado pelo patriotismo e vamos entender toda a curiosidade que essa cultura e história nos trazem.

** a 8000 a.C
Período “Pré-Cerâmico”
Definir com toda a certeza em que época realmente iniciou-se a civilização japonesa é muito difícil, mas os vestígios de vida no arquipélago indicam que pelo menos a 100 mil anos atrás, em uma época em que a área que corresponde ao Japão era colada ao continente asiático (prova disso foram os fósseis de mamute e de elefante naumann encontrados na parte norte do arquipélago). Os habitantes da Eurásia passaram a migrar para o leste, o povo provavelmente estava seguindo os animais, tendo em vista que, na época, a caça e a alimentação por plantas selvagens eram seus hábitos. Diferente do que muitos pensam, muitos indícios mostram que a origem do povo japonês não é chinesa. Instrumentos de pedra e fósseis humanos desse período mostram que esse povo existe desde a idade da pedra lascada, chamado também de Período Pré-cerâmico ou Período Paleolítico.

8000 a.C. a 300 a.C.
Período Jomon
Um dos maiores períodos, que durou milhares de anos. Foi nele que o arquipélago que conhecemos como Japão realmente se formou, pois com um aumento considerável da temperatura, o gelo começou a derreter e o nível do mar se elevou, mas o Japão ainda não era oficialmente um país. Naquele período, o homem continuava vivendo da caça de animais e de plantas selvagens, mas já se iniciava a produção de recipientes de barro (cerâmica jomon), o uso do arco e flecha e as primeiras tentativas de plantio. O interessante é que a extinção de algumas espécies de animais (que possuíam tamanhos muito diferentes do que conhecemos hoje) não foi causada apenas pelas mudanças climáticas, mas sim por ações humanas.

300 a.C. a 300 d.C.
Período Yayoi
O período Yayoi durou cerca de 600 anos e foi um dos períodos que trouxe mais mudanças ao arquipélago japonês. Talvez isso tenha ocorrido devido às viagens que habitantes do arquipélago fizeram para regiões de difícil acesso e, também, pela emigração de coreanos ao país, que levaram novas culturas, novos idiomas. Foram os coreanos que levaram ao Japão as técnicas do plantio do arroz e o trabalho com o metal (bronze e ferro). Influenciaram também nos recipientes de barro, ferramentas de uso cotidiano, entre outras coisas. Mas nem tudo foi benéfico, junto com tantas novidades vieram as guerras pelo poder, onde o tamanho de uma “aldeia” determinava quem era o mais forte, a diferença entre os ricos e pobres e uma certa rivalidade entre regiões. Mas muitos perguntam: por que os antigos habitantes da Coréia começaram a migrar para o Japão? E a resposta é bem simples, cerca de 2.500 anos atrás a Coréia enfrentava uma guerra e para fugir dela muitos coreanos embarcaram rumo à ilha de Kyushu e lá começaram a implantar o plantio do arroz que logo se expandiu por todas as ilhas. Com o tempo, os aldeões perceberam que o arroz poderia ser estocado por um grande período e logo o tamanho desse estoque mostrava o poder e a riqueza de cada vila. Na era Yayoi as pessoas se alimentavam do arroz cru, que era cozido no vapor ou fervido, mas essa não foi a única novidade da alimentação no arquipélago japonês, pois legumes (soja, azuki e trigo) que foram trazidos pelos chineses e a alimentação à base de carne de animais como cavalos e gado também foram incorporados à cultura japonesa.

300 d.C. a 593 d.C.
Período Yamato ou Kofun
Antes de resumir esse período, é curioso dizer que muitos dos dados dessa época foram conseguidos apenas depois que historiadores pesquisaram a história da China, isso devido à grande influência que esse país teve no Japão. No início desse período, o Japão acabou ficando dividido em varias áreas, devido ao seu relevo, cada uma delas com seus próprios costumes. Novos itens como ferramentas agrícolas e armas começaram a entrar no arquipélago através da Coréia e China, a arte de cerâmica aumentou e tornou-se mais prática e até a escrita chinesa entrou no país para fins comerciais. O budismo foi introduzido no Japão graças a esses dois paises em 538 d.C. E foi durante a invasão de cavaleiros da Mongólia (que acabaram conquistando o país) que surgiu a dinastia Yamato, por volta de 250 d.C, Jimmu Tenno se consagraria o primeiro Imperador do Japão. Com o tempo, todas as pequenas vilas estavam sendo transformadas em um único Estado. Séculos depois, com o príncipe Shotoku Taishi (Shôotoku-Tishi), o poder dos proprietários de terras (os chamados ujis) foi diminuído consideravelmente. Destaques: a unificação do Japão como nação (por volta do 3º e 4º século) e a introdução do budismo no país.

593 d.C a 710 d.C
Período Asuka
Um período meio que conturbado, mas que trouxe muitas das características visíveis até hoje no país. Em 604 d.C é criada por Shotoku, a primeira Constituição do país, com 17 artigos. Essa organização centralizada é aumentada ainda mais em 645 d.C com a reforma Taika, que entre outras coisas criava impostos que deveriam ser pagos pelos camponeses. Tais mudanças devem-se principalmente ao budismo e ao confucionismo. Esse período que durou cerca de cem anos foi marcado também por avanços na parte de arquitetura e nas áreas filosóficas. Já na parte política, as coisas eram mais complicadas, pois no período Asuka ocorreu diversos atentados à família imperial (inclusive ocorrendo mortes) e muitas brigas entre famílias de grande poder no Japão. O período Asuka marca e muito a “aceitação” e consagração do budismo no país graças ao príncipe Shotoku. O período Asuka chega ao seu fim quando no governo da Imperatriz Genmei acontece a mudança da capital, que passa a ser Heijou-kyou (Heidjôokyôo), uma província de Nara.

710 d.C a 794 d.C
Período Nara
Esse período se inicia quando a Imperatriz Genmei transfere a capital imperial japonesa para Nara, uma cidade que foi construída baseada na capital chinesa Tang, o que prova a grande influência exercida pela China e pela religião budista nessa época. Foram construídos diversos templos budistas, por todo o país. Graças a isso, o crescimento cultural na área artística foi enorme. Foi nessa época que a escrita chinesa (Kanji) foi adaptada para o japonês. A sociedade em sua maioria era agrícola e dividida em aldeias. O regime uji-kabane (grandes proprietários) entra em decadência e floresce o regime Ritsuriô (administrativo). Muitas escolas com pensamentos budistas foram estabelecidas na capital Nara e uma se destacou por ser a mais apreciada pelos imperadores, a Sutra da Luz Dourada, que definiu Buda como o ser universal. Mais uma vez o período é finalizado com uma mudança de capital, a nova capital imperial do Japão passaria a ser Heian-kyou. Destaques: mudança da capital imperial e o crescimento do poder centralizado no país.

794 d.C a 1192 d.C
Período Heian (Heiã)
Com a posse do Imperador Kammu, novamente a sede da capital imperial muda de local, dessa vez seria Heian, que significa “capital da paz e da tranqüilidade” (essa capital, hoje em dia, é a província de Kyoto); foi justamente nessa época que surgiram os saburais (que possivelmente deram origem aos samurais). Por volta de 838 d.C. o Japão cortou as relações com a China devido à desordem que enfrentava. Já no século X, o Japão se encontrava sob o comando do clã Fujiwara e avançou muito na área cultural. Graças a isso, surgiu um sistema de escrita japonês de 46 símbolos básicos conhecido como Kana. Mas enquanto passava por um grande avanço cultural, na parte da política as coisas começaram a ficar mais difíceis e, por isso, duas nobres famílias, Taira e Minamoto, passaram a auxiliar os Fujiwara a manter a ordem em seu governo, com o recrutamento de camponeses. Mas logo toda essa harmonia entre as famílias acabou e o poder falou mais alto. Durante muito tempo ocorreram batalhas pelo poder — nesse período complicado, surgiram de fato os samurais e em duas grandes batalhas, Hogen (1156) e Heiji (1159), a família Taira venceu e assumiu o poder. Taira Kiyomori foi o primeiro samurai a ocupar o poder. A família Tara não governou bem e logo passou a ser odiada por todos; somente 20 anos depois foi derrotada e Minamoto Yoritomo assumiu o poder, encerrando assim esse período cheio de evoluções e guerras. Destaque: surgem os samurais.

1192 d.C – 1333 d.C
Período Kamakura
Minamoto Yoritomo consagra-se o vencedor da batalha e é denominado o Xogum, pelo imperador, assim se inicia uma nova época no Japão, um período em que os samurais se consagraram no poder. Nessa época, é criado o regime militar conhecido como Xogunato (ou bakufu). A capital imperial passa a ser em Kamamura, uma vila de pescadores bem protegida, ideal para se defender de grandes conflitos. Nesse período, o governo segue como base o código de honra dos samurais e, nessa mesma época, as espadas japonesas tornam-se as melhores do mundo. Um período calmo e de relativa evolução termina quando Yoritomo morre, assim como seus filhos, pouco tempo depois. A família Hojo passa a ser o poder no Japão e o país enfrenta bons tempos, a cultura novamente evolui e as relações com a China melhoram. Em 1220, o rei da Mongólia conquista toda a China devido ao seu grande armamento. Kublai Kan, neto de Genghis Kan resolve conquistar também o Japão e em 1274 desembarca com seu exército no arquipélago. Kublai Kan é derrotado pelos samurais e ainda tem seus navios atacados por fortes furacões, em duas tentativas. Com a vitória, os samurais mais uma vez se consagram como soldados leais e importantes, mas devido à guerra, o poder imperial não teve condições de recompensar seus bravos guerreiros, o que gerou uma certa turbulência no governo; o período chega ao fim quando o Xogunato de Kamamura foi derrotado pelo imperador Godaigo, em 1333. Destaques: a importância dos samurais, o crescimento do budismo, a eleição do primeiro Xogum do Japão.

1333 d.C a 1573 d.C
Período Muromachi
Nesse período é estabelecido o Xogunato Muromachi, por Ashikaga Takauji, em Kyoto. Esse período, apesar de violento, foi marcado por grande evolução econômica e cultural, como a arquitetura, pintura, poesia, canções, a cerimônia do chá (Chanoyu), o Ikebana (arte de arranjar flores) e o teatro (Nô e Kyogen). Pela primeira vez há o contato com o Ocidente, quando uma embarcação portuguesa chega ao arquipélago trazendo as primeiras armas de fogo (mosquetes). Na parte econômica, o poder passa para as mãos dos daymiôs, que eram os senhores feudais da época. Cada governo tinha uma certa liberdade, mas sempre mantendo seu respeito para com o Xogum. Devido a isso, grandes batalhas por territórios aconteceram e a construção de castelos pelos senhores feudais foi algo muito comum durante todo o período, devido aos grandes conflitos pela conquista de terras. Kyoto foi incendiada e o declínio do Xogum se inicia. Destaques: a grande evolução cultural, a chegada do cristianismo no país graças ao jesuíta Francisco Xavier.

1573 d.C a 1603 d.C
Período Azuchi-Momoyama
Devido ao declínio do Xogunato Muromochi não houve maneira de se defender dos constantes ataques de diversos senhores feudais, que tentavam assumir o poder a todo custo, mas depois de muitas tentativas, somente Oda Nobunaga, um importante general, conseguiu finalmente conquistar o poder. Primeiro Nobunaga conquistou a província de Owari e, anos depois, conquistou a capital do país, assim ressurge o poder imperial no país. Nabunaga só conseguiu tais conquistas porque usou o armamento fornecido pelos portugueses. Mesmo com tanto poder, o general não esperava por uma traição interna e acabou sendo assassinado antes de unificar todo o país. Seus passos foram seguidos por seu mais fiel general, Toyotomi Hideyoshi, que depois de adotar diversas medidas drásticas para evitar um possível golpe (tais como, confisco de armas, destruição de castelos, levantamento de propriedades etc.) finalmente conseguiu unificar o Japão em um único governo. O Japão começa a evoluir novamente e até tenta conquistar a Coréia duas vezes, mas falha em ambas. Esse período chega ao fim com a morte de Hideyoshi. Destaques: grande evolução econômica e social do país, unificação do país.

1603 d.C a 1868 d.C
Período Edo
Com a morte de Hideyoshi, Tokugawa Ieyasu assume o poder e logo de cara surpreende a todos traindo Hideyori, o sucessor de direito do Hideyoshi. Conquista o controle total do país quando na batalha de Sekigahara venceu alguns grupos rivais e seguidores de Hideyori. Torna-se, então, o novo Xogum a mando do Imperador, e estabelece-se na cidade de Edo (atual Tóquio). Chegamos a uma era conhecida como “Era de Tokugawa”, em que a sociedade é dividida em quatro classes distintas (samurais, camponeses, artesãos e comerciantes), os feudos foram distribuídos a pessoas de confiança do Xogum, centralizando, assim, o poder na capital. Em 1633, a entrada de navios portugueses e a saída de japoneses do país foram proibidas, o cristianismo é proibido também e o Japão tem um elevado aumento comercial. O Japão estava praticamente fechado para o mundo exterior. Em 1760, finalmente as portas para outras culturas são reabertas. Quase no final do século XVIII, o Xogunato começa a enfrentar problemas e diversas rebeliões internas passam a ocorrer, exigindo uma reforma política. Acontece a revolução industrial no Ocidente e o Japão vê-se obrigado a mudar sua política para não ficar atrasado. São então firmados diversos acordos com países ocidentais. Destaques: perseguição a milhares de cristãos.
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Re: Cultura Japonesa

Mensagem por Pretty Sammy em Qua Jan 02, 2008 7:03 am

1868 d.C a 1911 d.C
Período Meiji
Com a mudança do Imperador Meiji para Tóquio, e graças também à restauração de Meiji, o Japão se encontra novamente em uma nova fase, onde assina diversos tratados com países do Ocidente. Tais mudanças, entre outras coisas, trouxeram a liberdade religiosa e a igualdade social. Graças ao imperador e a seus tratados, o Japão passou por uma grande industrialização e a chegada de grandes estudiosos ocidentais ajudaram no avanço do país. Os feudos foram extintos e, assim, surgiram as prefeituras e uma verdadeira invasão ocidental ocorreu, durante cerca de duas décadas, ocorrendo também uma sentimento de elevado nacionalismo. Em 1880, devido ao investimento na industrialização do país, o Japão entra numa crise que só foi extinta com a criação do Banco do Japão. Essa época trouxe grandes avanços políticos, como a criação da primeira Constituição Nesse período, o Japão passou por duas guerras territoriais e em ambas se foi vencedor (uma contra a China, em 1895, e outra contra a Rússia, em 1905). Em 1910, o Japão ocupa o território coreano. Em 1912, morre o imperador Meiji e esse período chega ao seu fim com um saldo bem positivo.

1912 d.C a 1925 d.C
Período Taisho
o período inicia-se quando Taisho, filho do Imperador Meiji, assume o poder. Aos poucos, o governo democrático ganhou grande força. Devido aos tratados feitos, o Japão acaba entrando na Primeira Guerra Mundial junto aos Aliados. Sua participação ficou bem restrita a pequenos ataques na Ásia. Ao termino da guerra, a situação econômica do país piorou bastante e se agravou ainda mais quando em 1923 um terremoto praticamente destruiu Tóquio. Destaques: as mulheres começam a participar mais da vida social do país, é estabelecida a democracia.

1926 d.C a 1988 d.C
Período Showa
Com a grande crise econômica que o mundo todo enfrentava, incluindo o Japão, os militares defendem que somente a conquista de novas áreas territoriais solucionaria o problema. E mesmo contra a vontade do imperador, os militares tomam quase que por completo o poder. O Japão começa uma pequena guerra por novos territórios e em 1933 retira-se da Liga das Nações. Em 1937 se inicia a Segunda Guerra Mundial, mas em pequena escala, porém no dia 7 de dezembro de 1941 o Japão ataca Pearl Harbor, base americana no Havaí. Depois desse ataque, o Japão nunca mais seria o mesmo, pois em 1945 os Estados Unidos lançaram bombas atômicas sobre as províncias de Hiroshima e Nagasaki, dando fim à guerra. O imperador se rende e o saldo final foram as mortes de quase 2 milhões de japoneses, metade do país destruído e uma economia arrasada. Com o término da guerra, por alguns anos o Japão manteve-se ocupado pelas forças vitoriosas e em 1947 foi criada uma nova Constituição que proibia a resolução de problemas internacionais com guerra. O imperador perdeu o poder e a nova forma de governo passou a ser a monarquia constitucional, sob o controle de um parlamento. As relações exteriores só voltam a ser realizadas em 1951. Logo, com a ajuda dos Estados Unidos, o Japão se tornaria uma das principais potências econômicas do mundo. Em 1973, o Japão entra numa crise de petróleo que só é superada com os investimentos nas indústrias de alta tecnologia. Em 1989 o imperador Hirohito falece, marcando o fim desse período.

1989 d.C aos dias atuais
Período Heisei
Com a morte de seu pai, Akihito assume o poder e inicia uma nova era, marcada por grandes avanços e tranqüilidade. Em 1993, o príncipe se casa com a plebéia Masako Owada.
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